sábado, 11 de março de 2017

Clarice Lispector

Olá meus amores!!
 
    Como estamos no mês da mulher, decidi como ja havia falado no insta, fazer um especial sobre alguma autora brasileira. Foi difícil mas escolhi falar hoje sobre Clarice Lispector.
 
 
 
 
    Embora Clarice não seja brasileira, ela amou o Brasil tanto que se intitulou uma brasileira nata!
 
     Nossa  poetisa que encanta muitos até a atualidade, em diversas nacionalidades com suas obras lidíssimas. Vamos a conhecer melhor?
 
 
 
B I O G R A F I A
 
    Clarice Lispector nasceu na Ucrânia, na aldeia Tchetchenilk, no ano de 1920. Sua família para o Brasil e nunca mais Clarice voltou à aldeia. Fixaram-se em Recife. Aos 12 anos perdeu sua mãe.
    Em meio a tantas leituras, ingressou na faculdade de Direito, depois de formada trabalhou em alguns jornais cariocas, casou com um colega de faculdade em 1943.
    No ano seguinte publicava sua primeira obra: “Perto do coração selvagem”. A moça de 19 anos assistiu à perplexidade nos leitores e na crítica: quem era aquela jovem que escrevia "tão diferente"?    
    Seguindo o marido, diplomata de carreira, viveu fora do Brasil por quinze anos. Dedicava-se exclusivamente a escrever. Separada do marido e de volta ao Brasil, passou a morar no Rio de Janeiro.
    Em 1976 foi convidada para representar o Brasil no Congresso Mundial de Bruxaria, na Colômbia. Claro que aceitou: afinal, sempre fora mística, supersticiosa, curiosa a respeito do sobrenatural. Em novembro de 1977 soube que sofria de câncer generalizado.
    No mês seguinte, na véspera de seu aniversário, morria em plena atividade literária e gozando do prestígio de ser uma das mais importantes vozes da literatura brasileira.


 
 
 
 
 S U A S    O B R A S
 
     O objetivo de Clarice, em suas obras, é o de atingir as regiões mais profundas da mente das personagens para aí sondar complexos mecanismos psicológicos. É essa procura que determina as características especificas de seu estilo.  

    As ações - quando ocorrem - destinam-se a ilustrar características psicológicas das personagens. São comuns em Clarice histórias sem começo, meio ou fim. Por isso, ela se dizia, mais que uma escritora, uma "sentidora", porque registrava em palavras aquilo que sentia. Mais que histórias, seus livros apresentam impressões.

    As personagens criadas por Clarice Lispector descobrem-se num mundo absurdo; esta descoberta dá-se normalmente diante de um fato inusitado - pelo menos inusitado para a personagem. Aí ocorre a “epifania”, classificado como o momento em que a personagem sente uma luz iluminadora de sua consciência e que a fará despertar para a vida e situações a ela pertencentes que em outra instância não fariam a menor diferença.

  Clarice também escreveu obras infantis, com sensibilidade quase maternal, cria um clima de aconchego e conforto, como se a cada vez que as páginas do livro fossem abertas, as crianças leitoras se sentissem como que entrando na sala de visitas da casa da autora e fossem ouvir uma história bem criativa com todo aquele ar de intimidade. Como se a história fosse contada por alguém bem próximo e bem querida: a mãe, a tia, a avó, o pai, etc. Alguém em quem a criança confiasse “sentar” ao lado para ouvir uma historinha e deixando-se levar pela narração.
 
 

 

 Romances:
Perto do Coração Selvagem, RJ, A Noite, 1944.
Lustre, RJ, Agir, 1946.
A Cidade Sitiada, A Noite, 1949.
A Maçã no Escuro, RJ, Francisco Alves, 1961.
A Paixão Segundo G.H., RJ, Francisco Alves, 1964.
Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres, RJ, Sabiá, 1969.
A Hora da Estrela, RJ, José Olympio, 1977.


Contos e crônicas:
Laços de Família, RJ, Francisco Alves, 1960.
A Legião Estrangeira, RJ, Ed. do Autor, 1964.
Felicidade Clandestina, RJ, Sabiá, 1971.
A Imitação da Rosa, RJ, Artenova, 1973.
A Via-Crucis do Corpo, RJ, Artenova, 1974.
A Bela e a Fera, RJ, Nova Fronteira, 1979.

Literatura infantil:
Mistério do Coelho Pensante, RJ, J. Álvaro, 1967.
A Vida Íntima de Laura, RJ, Sabiá, 1974.
A Mulher que Matou os Peixes, RJ, Sabiá, 1969.
Quase de Verdade, RJ, Rocco, 1978.
 

 
 
 
 
 
 L E G A D O
 
 
   Clarice ganhou em 1961, seu primeiro Prêmio Jabuti, ainda em vida. Um ano após sua morte ganhou novamente esse prêmio. Em 2011 ganhou o prêmio Ordem do Mérito Cultural.
 
 "Meus livros felizmente para mim não são superlotados de fatos,
e sim da repercussão dos fatos nos indivíduos.
Eu me refugiei em escrever. Acho que consegui devido a uma vocação bastante forte e uma falta de medo ao ser considerada
diferente no ambiente em que vivia."

 
 
     Então, o que acharam do especial? Eu sou fascinada pela autora que além de muito talentosa, bonita e da minha área (Direito), é uma pessoa que lutou contra todos os preconceitos. O que me chama mais a atenção é a forma como ela morre.
 
    Pouco tempo depois da publicação do romance A Hora da Estrela, Clarice é hospitalizada, com um câncer de ovário detectado tarde demais e inoperável. A doença se espalhara por todo o seu organismo. Clarice faleceu em 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57° aniversário. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro, no dia 11 de dezembro.
   Até a manhã de seu falecimento, mesmo sob sedativos, Clarice ainda ditava frases para sua melhor amiga, Olga Borelli, que sempre estivera ao lado da amiga, desde a juventude.
 
   Durante toda a sua vida, Clarice foi amiga de grandes escritores, como Fernando Sabino, Lúcio Cardoso, Rubem Braga, San Tiago Dantas entre outros.

 
 
 
 
Uma das maiores autoras que a nossa literatura viu.
 
Grande abraço,
Até a próxima.
 


 
  


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