terça-feira, 11 de abril de 2017

Rachel de Queiroz

Olá amores, como estão?
 
Hoje eu trago mais um especial e como estamos no mês das mulheres, vamos falar de mais uma autora brasileira. Estou falando de Raquel de Queiroz.
 
 
 

 

 B I O G R A F I A
 
    Rachel de Queiroz nasceu em 17 de novembro de 1910, em Fortaleza (CE). Ainda muito jovem, com apenas vinte anos, destaca-se através da publicação do romance “O Quinze”, o qual aborda a triste realidade dos retirantes nordestinos, drama este que a escritora vivenciou. Sua família mudou-se para o Rio de Janeiro, fugindo das sequelas que a seca de 1915 ocasionou no Nordeste. Contudo, permanecem na capital por pouco tempo até fixarem-se em Belém do Pará.
 
    Aos dezenove anos passa por problemas de trato respiratório e é obrigada a ficar de repouso em casa. Nesse período, começa a escrever o romance que a consagrou como escritora, “O Quinze”, e tem como alicerce a sua própria experiência. Esta obra recebeu prêmio da Fundação Graça Aranha e repercutiu pelas maiores capitais. Vai até o Rio de Janeiro receber a premiação honrosa e na volta ao Ceará tem contato com os integrantes do Partido Comunista. Então, inicia atividades na militância política e participa da fundação do PC cearense.
 
    Em 1932, casa-se com o poeta José Auto da Cruz Oliveira com quem tem uma filha, Clotilde, a qual falece pouco depois, aos 18 meses. Quando muda-se para Maceió, em 1935, passa a ter contato com outros escritores: Jorge de Lima, Graciliano Ramos, José Lins do Rego. Com a chegada do Estado Novo, seus livros e de seus amigos escritores são queimados na Bahia, sob acusação de serem revolucionários.
 
   Em 1937, é presa por apoiar a facção marxista apoiada nas ideias de Trotski. Algum tempo depois, com o falecimento do revolucionário, abandona os ideais esquerdistas. Em 1939, separa-se de seu marido e muda-se para o Rio de Janeiro, onde publicou o livro “Três Marias” (1939).
Em 1940, casa-se novamente com o médico Oyama de Macedo, com quem permanece até 1982, quando este falece.
 
   Rachel de Queiroz continua a publicar alguns livros e a colaborar para jornais e revistas. Faz ainda traduções e obras para o teatro e para a literatura infantil. Sua obra “O Quinze” é publicada no exterior, “As três Marias” é adaptada para a telenovela e “Dora, Doralina” além de ser publicado no exterior tem sua adaptação no cinema na década de 80.
 
 
 
 
 
O B R A S
 
     Possuidora de uma vasta obra, Rachel de Queiroz escreveu romances, contos e crônicas, com destaque para ficção social nordestina. Além disso, escreveu literatura infanto-juvenil, antologias e peças de teatro. Segue abaixo algumas obras:
  • O Quinze (1930)
  • João Miguel (1932)
  • Caminhos de Pedras (1937)
  • As Três Marias (1939)
  • Três romances (1948)
  • O Galo de Ouro (1950)
  • Lampião (1953)
  • A Beata Maria do Egito (1958)
  • Quatro Romances (1960)
  • O Menino Mágico (1969)
  • Seleta (1973)
  • Dora Doralina (1975)
  • Memorial de Maria Moura (1992)
  • Andira (1992)
  • As Terras Ásperas (1993)
  • Teatro (1995)
  • Falso Mar, Falso Mundo (2002)





 
L E G A D O
 


     Foi a primeira mulher a possuir uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.
     Dada sua importância para a literatura nacional, em 2003, foi inaugurado na cidade em que Rachel viveu, Quixadá (CE), o "Centro Cultural Rachel de Queiroz".
     Aqui está uma lista dos prêmios que a autora ganhou:
 
  • Prêmio Fundação Graça Aranha para O quinze, 1917
  • Prêmio Sociedade Felipe d' Oliveira para As Três Marias, 1939
  • Prêmio Saci, de O Estado de S. Paulo, para Lampião, 1954
  • Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de obra, 1957
  • Prêmio Teatro, do Instituto Nacional do Livro, e Prêmio Roberto Gomes, da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro, para A beata Maria do Egito, 1959
  • Prêmio Jabuti de Literatura Infantil, da Câmara Brasileira do Livro (São Paulo), para O menino mágico, 1969
  • Prêmio Nacional de Literatura de Brasília para conjunto de obra em 1980
  • Título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Ceará, em 1981
  • Medalha Marechal Mascarenhas de Morais, em solenidade realizada no Clube Militar, em 1983
  • Medalha Rio Branco, do Itamarati, 1985;
  • Medalha do Mérito Militar no grau de Grande Comendador, 1986
  • Medalha da Inconfidência do Governo de Minas Gerais, 1989
  • Prêmio Camões, o maior da Língua Portuguesa, 1993, sendo a primeira mulher a recebê-lo
  • Título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual do Ceará - UECE, 1993
  • Título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, de Sobral, em 1995
  • Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal, 25 de Março de 1996
  • Prêmio Moinho Santista de Literatura, 1996, dentre outros inúmeros prêmios e títulos
  • Título Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, 2000
  • Medalha Boticário Ferreira, da Câmara Municipal de Fortaleza, 2001.
  • Troféu Cidade de Camocim em 20 de Julho de 2001 - Academia Camocinense de Letras e Prefeitura Municipal de Camocim



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    E foi com essa vasta contribuição para nossa literatura nacional que aos 90 anos, no dia 4 de novembro de 2003, morre. Até os seus últimos dias ela dizia que escrevia para se sustentar. A carinha de avó carinhosa sempre será sua marca!
     
     
     
     
     
    Bem meus amores, espero de coração que vocês tenham gostado de conhecer a história de mais uma nobre mulher que deixou seu legado na nossa literatura.
     
    Até a próxima. 

      
      

    Um comentário:

    1. Excelente post, Amanda! É sempre bom lembrar das nossas escritoras nacionais.
      Abraço,
      Diana Scarpine.

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