sexta-feira, 28 de julho de 2017

Autor Rodrigo Roddick

Olá meus amores, como estão?

Que tal entrevistarmos mais um autor hoje? Eu gosto bastante de interagir com eles e conhecer um pouquinho mais sobre a pessoa fora da roupa "autor". Vamos lá?





        Hoje iremos conhecer o Rodrigo, ele nasceu no mesmo mês que eu Agosto ♥, desde muito cedo já participava de eventos artísticos na escola. Durante o tempo na escola foi visível a identificação com as matérias de filosofia, sociologia, artes e literatura. Cursou faculdade de teatro e atualmente cursa Jornalismo, na intenção de aumentar seu conhecimento no refinamento de sua arte literária. Sua maior ambição é promover discussões sobre diferentes paradigmas sociais, arte e protagonização da vida, pois segundo ele, tudo têm inúmeras interpretações, afinal cada ser humano aceita e coloca seus sentimentos e pensamentos em determinados assuntos da maneira que lhes convém.
 
P E R G U N T A S
 
 
1. Como surgiu a vontade de escrever?
 
"Quando era criança, brincava muito com os bonecos de super-herói, mas não me satisfazia apenas em “dar socos” e derrotar vilões. Criava histórias com início, meio e fim, bem como um histórico individual de cada personagem, e assim era como que cada boneco possuísse vida; e uma função a cumprir na história. Então quando comecei a ler, percebi que podia registrar essas histórias que eu inventava."

2. Por que quis escrever uma fábula? 
 

"Escrever é um processo que vai além do “querer”. Claro, existe o desejo de produzir uma obra, mas o que mais motiva é o que te incomoda… e expor isso. Isso faz toda diferença. Eu exponho questões. E convido os leitores a tentarem respondê-las. É importante fazer isso para que as pessoas desenvolvam o exercício de pensar com as próprias cabeças, ao invés de ficar reproduzindo pensamentos prontos de outrem, comprando ideias sem processá-las."

3. Quais são suas influências literárias? 
 

"Antigamente eram os desenhos animados e os filmes de fantasia. Hoje são as séries e os livros, da fantasia ao terror, com espaço para o cotidiano. Na verdade, tudo o que me desperta incômodo e reflexão, eu quero escrever."

4. Gosta de lê em terceira ou primeira pessoa?
 

"Não tenho preferência de narrador. Acho que cada um tem uma função. E faço uso de ambas. "

5. Os personagens do seu livro são reais?
 

"Sim, todos. A partir do momento que o texto é lido, todos eles passam a ser reais. [Risos] Gosto, às vezes, de escrever qualidades e características que eu vejo em pessoas do meu círculo; e alguns personagens de Mitorégia são sim baseados em amigos meus."

6. O que dizer a todos aqueles que pretendem ser um escritor?

 
"Diga não a tudo e a todos. Parece bobo, mas o pior trabalho literário é aquele em que se tenta agradar padrões, modelos ou espectadores. É importante ouvir a opinião de outras pessoas, sim, mas é preciso uma grande “peneira”, pois quase sempre não se trata de uma opinião válida e fundamentada, e sim baseada em achismos e gostos.
Escreva sem pudor e sem filtro. Essa é minha dica. E se divirta sempre."
7. Possui outras obras?
 
"Publicada, tenho apenas mais uma, O Paladino, lançado pela Editora Autografia. Pretendo relançá-lo na Selo Jovem, minha editora atual. Escritas, possuo um volume considerável de arquivos no meu computador, inclusive a sequência de Mitorégia."

8. Qual o seu gênero favorito?
 

"Fantasia, sem dúvida. Não há nada que me encante ou que me pareça a exata descrição da razão de ser de um livro que a fantasia. Ela é a perfeita constatação que, sim, podemos CRIAR mundos."

9. Como você vê sua obra?
 

"Embora apresente a premissa de exercitar o imaginário, vejo Mitorégia com um volume repleto de questões, essas que não devem jamais permanecerem no esquecimento ou serem negligenciadas. O que vemos hoje é que a maioria das pessoas tem preguiça de pensar, o que abre espaço para que outros introjetem seus pensamentos nelas, que por sua vez pode gerar manipulação. Os problemas sociais se proliferam nessa situação. E observamos que muitas pessoas tentam agir, utilizar métodos práticos para resolver questões, mas ignoram completamente os fundamentos dessa ação. Ou seja, é importante agir, mas também é importante se questionar se a ação é válida. O problema é: ninguém se questiona. Apenas aceitam e se acomodam. É o que eu quero mudar com a escrita."

10. Como você se vê  (como pessoa)?

 
"Vejo- me como um animal cheio de questões, mas que não sabe nada da vida (ou da morte [risos]), e que observa seus semelhantes, também animais, se regozijando por terem a capacidade de raciocinar, mas que sequer fazem uso dela."

11. Quais são os seus autores favoritos?
 

"Sou apaixonado por Neil Gaiman, mas curto também Machado de Assis, Fernando Pessoa, Jorge Amado, Edgar Allen Poe, J.K Rowling, Tolkien, Martin, e, claro, um nacional contemporâneo, Raphael Montes."

12. O que costuma fazer como hobbies? 
 

"Ler, desenhar, cantar, ler mais, pintar, exercícios físicos, ler de novo, tomar um cappuccino enquanto lê, andar de skate, assistir séries e filmes, ouvir música e ler. "

Espaço bônus:  um recado para os fãs. 
 

"Fãs? Quem me dera!!! Bem, aos que tiverem lendo isso quero desejar muita vida e um pouco de pausa. Pausa? Sim, pausa. É importante pausar o programa que executamos - aquele que achamos que somos nós mesmos - e passarmos a agir a partir de nossos desejos, instintos e vontades.
Parece trivial, mas não é. 
 
O que menos a gente faz é viver…
Então, desejo que todos vocês vivam. Ler é um pouco disso.
Beijo nos corações."
 
 
Então amores o que acharam da entrevista? Eu super gostei, inclusive de algumas influências que eu e ele temos em comum. Lembrando que caso você tenha interesse pelo livro do autor que se chama Mitorégia você o pode contatar através dos contatos deixados no mural de autores, está na aba "autores parceiros".
 
Um grande abraço e até a próxima!!!!
 
 
 


 

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