Literatura Estrangeira: Sherlock Holmes

Olá meus amores, tudo bem?

Vocês conhecem Sherlock Holmes? Sim? Não? Que tal o conhecer melhor? É exatamente para um melhor conhecimento deste personagem tão famoso das telinhas de cinema e dos livros de romance policial. 

Mas quem é Sherlock Holmes afinal de contas? Ele é um personagem de ficção da literatura britânica criado pelo médico e escritor Sir Arthur Conan Doyle. Holmes é um investigador do final do século XX, o qual sua primeira aparição foi em 1887 na revista Beeton's Christmas Annual na mais famosa estória "um estudo em vermelho" e em outras revistas obtendo um total de quatro novelas e 56 estórias curtas. 



Sherlock Holmes não é o primeiro investigador do romance policial. Contudo, foi e ainda é famoso por utilizar, na resolução dos seus mistérios, o método científico e a lógica dedutiva. Sua habilidade para desvendar crimes aparentemente insolúveis até mesmo para a Scotland Yard transformou seu nome em sinônimo de detetive. Embora não seja o primeiro detetive de ficção, Sherlock Holmes é indiscutivelmente o mais conhecido, sendo listado no Guinness World Records como o "personagem de filme mais retratado" da história. A popularidade e a fama de Holmes são tais que muitos acreditavam que ele não era um personagem fictício, mas um indivíduo real.

Considerado amplamente como um ícone cultural britânico, o personagem e as histórias tiveram um efeito profundo e duradouro sobre a escrita do mistério e a cultura popular como um todo, com os contos originais e milhares escritos por autores diferentes de Conan Doyle sendo adaptados para palcos e peças de rádio, televisão, filmes, videogames e outras mídias há mais de cem anos. O personagem Sherlock Holmes tornou-se tão grande que chegou a obscurecer seu criador: raramente, ouve-se falar em Sherlock Holmes como "o personagem criado por Conan Doyle", mas sim de Conan Doyle como "o homem que criou Sherlock Holmes". 

Uma das curiosidades sobre este personagem é o seu endereço fictício que hoje se tornou um museu em homenagem ao autor, a famosa 221B Baker Street. 

Sherlock Holmes é um personagem muito peculiar e essa peculiaridade chamou a atenção de Watson.  Watson considerou Holmes como o homem que acima de todos os outros, melhor e mais sábio homem que ele já conheceu. Nas primeiras semanas como colegas de quarto, os hábitos de Holmes despertaram a curiosidade de Watson e ele tentou desvendar qual era a profissão do seu colega. 


Em março de 1882, a amizade entre os dois já era clara e Holmes pediu-lhe para acompanhá-lo na cena do crime do que se tornaria a primeira história Um Estudo em Vermelho. Holmes trabalhou como detetive por vinte e três anos, com o Dr. John Watson ajudando-o por dezessete.

Eles eram companheiros de quarto antes do casamento de Watson em 1887 e novamente após a morte de sua esposa. A sua residência é mantida por sua senhoria, a Sra. Hudson. A maioria das histórias são narrativas específicas, escritas do ponto de vista de Watson como resumos dos casos mais interessantes do detetive. Holmes frequentemente chama a escrita de Watson sensacionalista e populista, sugerindo que não lida com precisão e objetividade a "ciência" de seu ofício:
A Investigação é, ou deveria ser, uma ciência exata e, portanto, deve ser tratada da mesma forma fria, sem emoção. [Em Um Estudo em Vermelho] Você tentou dar-lhe um sabor romântico, e o efeito é o mesmo que transformar uma história de amor, [...] Alguns fatos deveriam ter sido suprimidos, ou, pelo menos, devia ter observado um sentido correto de proporção ao tratar deles. O único ponta da questão que merecia ser mencionado era o curioso raciocínio analítico dos efeitos para as causas, por meio do qual consegui desvendar tudo.
No entanto, a amizade de Holmes com Watson é a sua relação mais significativa. Quando Watson é ferido por uma bala, embora a ferida seja superficial, Watson é movido pela reação de Holmes:
Valia um ferimento - valia muitos ferimentos - conhecer a dimensão da lealdade e do amor que estavam por trás daquela máscara fria. Os olhos claros e duros ficaram sombrios por um instante, e os lábios firmes estavam tremendo. Durante um minuto, o único, vislumbrei um grande coração, bem como uma grande inteligência. Todos os meus anos de serviço humildes sinceros culminaram naquele momento de revelação.
Depois de observar qualquer estranho, o Dr. Joseph Bell (1837-1911), um cirurgião de Edimburgo, era capaz de deduzir muito de sua vida e de seus hábitos. Isso impressionou um de seus alunos, Arthur Conan Doyle, que admitiu ter usado e ampliado seus métodos quando concebeu o detetive Sherlock Holmes.

Bell inspirou não somente a criação da personalidade de Holmes, mas também o porte físico do detetive. Em um texto publicado no periódico The National Weekly em 1923, Doyle conta como foram seus anos na faculdade de medicina, quando iniciou o processo de criação de seu personagem mais famoso. Neste, o aluno descreve seu notável professor Bell:
Era magro, vigoroso, com rosto agudo, nariz aquilino, olhos cinzentos penetrantes, ombros retos e um jeito sacudido de andar. A voz era esganiçada, era um cirurgião muito capaz, mas seu ponto forte era a diagnose, não só de doenças, mas de ocupações e caráteres. 
Doyle teria se baseado também na filosofia de Bell, que dizia " maioria das pessoas veem, mas não sabem observar". O dr. Bell dizia aos seus convivas: "olhando de relance um indivíduo, a gente pode identificar-lhe o país de origem por suas feições; pelas mãos, a profissão e os meios de vida; e o resto da sua história é revelado pelo modo de andar, os maneirismos, os berloques do relógio e até os fiapos que aderem às suas roupas." Pelo caráter arrogante de Holmes, Bell negou a inspiração e tomou-a como pejorativa à sua pessoa. 


Sherlock Holmes saiu das páginas dos livros e houve várias peças teatrais, paródias, contos e artigos do próprio Conan Doyle foram publicadas em antologias, como The Final Adventures of Sherlock Holmes (2005, edição de Peter Haining), Sherlock Holmes: the Published Apocrypha (1980, edição de Jack Tracy) e The Uncollected Sherlock Holmes (1993, compilação de Roger Lancelyn Green). 

Das muitas adaptações já feitas, alguns atores ficaram famosos pela interpretação do personagem, dois dos mais conhecidos sendo Basil Rathbone, em filmes de 1939 a 1946, e Jeremy Brett, na série da Granada Television de 1984 a 1994. Algumas outras adaptações são os filmes: Sherlock Holmes (filme de 2009), e sua continuação, Sherlock Holmes: A Game of Shadows, ambos do diretor inglês Guy Ritchie, com Robert Downey Jr. no papel principal e Jude Law como John Watson.


A série britânica Sherlock, de Steven Moffat e Mark Gatiss, foi lançada em 2010 e retrata Holmes nos dias atuais. O endereço onde mora é o mesmo: 221B da Baker Street, em Londres, na Inglaterra. Benedict Cumberbatch dá vida a Sherlock Holmes e Martin Freeman ao Dr. John Watson. A quarta temporada da série tem previsão de estreia para janeiro de 2017.

Este é o Sherlock Holmes da serie britânica. 

Há também a série americana Elementary, lançada em 2012, onde Holmes também vive nos dias atuais, só que em Nova York, nos EUA. Jonny Lee Miller interpreta Sherlock Holmes, e o Dr. Watson aparece como uma mulher: Dra. Joan Watson, uma cirurgiã interpretada por Lucy Liu. Além da série japonesa Miss Sherlock, lançada em 2018, com os dois personagens principais interpretados por mulheres: Yūko Takeuchi como Sara "Sherlock" Shelly Futaba e Shihori Kanjiya como Dra. Wato.

Bom meus amores, eu gosto muito de romance policial - e todos já sabem disso - e confesso que sempre ouvir as comparações nas rodas de conversas de uma pessoa boa de "desvenda" a Sherlock Holmes, porém eu jamais tinha lido algo sobre o personagem tão famoso. Foi assim que eu comprei um box do personagem e o li, e confesso gostei muito. Creio a dizer, que é algo sem nexo, que o detetive belga Hercule Poirot é muito parecido com Holmes. Ainda irei descobrir o porque. Espero de coração que vocês tenham gostado do especial. Até a próxima!





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